Acontece com qualquer um.
Você está num ônibus, por exemplo, e vê um senhor tentando, com muita dificuldade, vencer a roleta. O trocador ajuda, segura sacola, dá um sorrisinho amarelo, diz que não tem problema. Aí você pensa: "Nossa, bem que ele podia catar cavaco, ia ser hilário". Então, como num passe de mágica, o senhor consegue transpôr o obstáculo, mas misteriosamente se desequilibra e cata um cavaco até onde você está sentado. E a vontade de rir? Esconda-a se não quiser levar xingo.
Mas não é exatamente disso que estou falando. Afinal, nessas horas e com o presente humor, um pouco de graça faz bem.
Digo de coisas que já deviam ter ido embora da cabeça há tempos. Coisas que não deveriam ser cogitadas nem no mais profundo dos pesadelos.
Coisas pelas quais eu passei e tomei muita naba pra aprender que não dependem só de mim.
E por quê elas voltam?! Muitas vezes eu me pergunto.
Simplesmente porque eu as quero. Simplesmente por não serem coisas ruins e serem completamente possíveis e viáveis.
Mas não depende só de mim.
E não vou me matar por algo que eu não tenha pelo menos 80% de chances de saber que vai dar vingar.
E tenho medo. Medo dos fantasmas que - agora - rondam minha mente, me falando "n" coisas das quais menos da metade eu quero ouvir.
Aí eu entristeço.
E hoje me darei o direito de ficar de mau-humor.
Saturday, May 26, 2007
Tuesday, April 3, 2007
Verdadeiros animais
Não foram as primeiras pessoas que me disseram isso.
"Sinceramente, acho que quem tem mais pena de animal do que de gente tem sérios problemas mentais".
Felizmente, eu me enquadro na categoria.
Nas minhas andanças pela net, clicando em um link aqui e outro ali, vi uma notícia que me deixou completamente chocada.
Compartilhe comigo essa informação e divulgue se quiser.
Depois disso, eu tenho certeza de que os verdadeiros animais IRRACIONAIS são os sem pêlo que andam - eretos - em duas patas.
Porque normalmente os animais têm um instinto ancestral de auto-preservação da espécie. Normalmente, os animais não matam uns aos outros para conseguirem o que querem. Não prejudicam o todo em proveito de uma minoria; muito pelo contrário! Unem-se em prol de uma causa sempre maior, seja ela a busca por alimento, a demarcação de um território ou procura de um abrigo contra o frio.
E nós?
Nós?
Nós roubamos. Matamos nossos semelhantes. Estupramos, enganamos, humilhamos, menosprezamos, abandonamos nossos iguais à própria sorte. Temos medo daqueles que se parecem conosco. Fechamos sempre o vidro do carro quando um outro, um pouco (ou um tanto) mais mal arrumado chega perto, esticando as mãos magras para mendigar um trocado.
"Ora, sabe-se lá se vai me assaltar?! E se o dinheiro não for pra comprar comida ou remédios, e sim para bebida, drogas, etc"?!
Aí azar o nosso, porque a culpa por existir esse pré-conceito na mente das pessoas é nossa também. Surgiu quando, pela primeira vez, um homem enganou seu irmão. Daí em diante, é cada um por si, a lei do Talião é a que reina.
Baseando-se nisso, vamos usar um pouquinho de lógica aqui:
Uma vez que quem incutiu em nossas mentes esse pré-conceito fomos nós mesmos; e ele, por sua vez, nos impede - muitas vezes - de ajudar os muitos que necessitam realmente em virtude das más experiências vivenciadas com aqueles que são vagabundos; logo... nós somos os únicos responsáveis pelas tantas pessoas que morrem de fome, frio, e outras mazelas todos os dias.
Mais uma vez, um pouco de lógica:
Se fazemos isso com nossos semelhantes, que dirá com os outros animais...
Estes já não podem se defender, não podem revidar um soco, um pontapé, um tapa, ou qualquer outra agressão causada por um idiota bêbado na frente de um bar.
Não podem ir à televisão contar sobre um outro cretino que o amarra a um carro e sai pelas ruas, fazendo com que seu corpo se desmantele aos poucos e cause, a você e aos filhos inocentes que tinha no ventre e não tiveram - GRAÇAS A DEUS - a oportunidade de colocar os olhos neste mundo, uma morte horrível, lenta e penosa (assim como aconteceu com João Hélio - Deus te tenha em um bom lugar, menino; e tenha compaixão da sua família).
Não podem ligar para uma ambulância se um filho da puta lhes der uma comida envenenada,
trazendo você uma morte silenciosa e aparentemente sem motivo, causando a todos os que o amam revolta e dor inconsolável.
Me dê razão ou não. Só faço um pedido encarecido que, mesmo que você não goste, ou tenha medo, não maltrate. Você pode estar machucando quem poderia ser seu melhor amigo ou alguém que é parte de uma família e está perdido, confuso e assustado. Se puder, ajude. Avise na veterinária mais próxima. Fotografe. Mande e-mails para os seus contatos. Tenho certeza de que eles vão agradecer.
E depois de ouvir o que ouvi, e de ler o que li, tenho ORGULHO de dizer:
"Então, eu tenho problemas mentais seríssimos. E acho melhor não maltratar animais na minha frente, ou eu posso ficar realmente fora do controle..."
E coopere para fazermos - talvez - um mundo melhor para aqueles que ainda terão chances de aproveitá-lo.
"Sinceramente, acho que quem tem mais pena de animal do que de gente tem sérios problemas mentais".
Felizmente, eu me enquadro na categoria.
Nas minhas andanças pela net, clicando em um link aqui e outro ali, vi uma notícia que me deixou completamente chocada.
Compartilhe comigo essa informação e divulgue se quiser.
Depois disso, eu tenho certeza de que os verdadeiros animais IRRACIONAIS são os sem pêlo que andam - eretos - em duas patas.
Porque normalmente os animais têm um instinto ancestral de auto-preservação da espécie. Normalmente, os animais não matam uns aos outros para conseguirem o que querem. Não prejudicam o todo em proveito de uma minoria; muito pelo contrário! Unem-se em prol de uma causa sempre maior, seja ela a busca por alimento, a demarcação de um território ou procura de um abrigo contra o frio.
E nós?
Nós?
Nós roubamos. Matamos nossos semelhantes. Estupramos, enganamos, humilhamos, menosprezamos, abandonamos nossos iguais à própria sorte. Temos medo daqueles que se parecem conosco. Fechamos sempre o vidro do carro quando um outro, um pouco (ou um tanto) mais mal arrumado chega perto, esticando as mãos magras para mendigar um trocado.
"Ora, sabe-se lá se vai me assaltar?! E se o dinheiro não for pra comprar comida ou remédios, e sim para bebida, drogas, etc"?!
Aí azar o nosso, porque a culpa por existir esse pré-conceito na mente das pessoas é nossa também. Surgiu quando, pela primeira vez, um homem enganou seu irmão. Daí em diante, é cada um por si, a lei do Talião é a que reina.
Baseando-se nisso, vamos usar um pouquinho de lógica aqui:
Uma vez que quem incutiu em nossas mentes esse pré-conceito fomos nós mesmos; e ele, por sua vez, nos impede - muitas vezes - de ajudar os muitos que necessitam realmente em virtude das más experiências vivenciadas com aqueles que são vagabundos; logo... nós somos os únicos responsáveis pelas tantas pessoas que morrem de fome, frio, e outras mazelas todos os dias.
Mais uma vez, um pouco de lógica:
Se fazemos isso com nossos semelhantes, que dirá com os outros animais...
Estes já não podem se defender, não podem revidar um soco, um pontapé, um tapa, ou qualquer outra agressão causada por um idiota bêbado na frente de um bar.
Não podem ir à televisão contar sobre um outro cretino que o amarra a um carro e sai pelas ruas, fazendo com que seu corpo se desmantele aos poucos e cause, a você e aos filhos inocentes que tinha no ventre e não tiveram - GRAÇAS A DEUS - a oportunidade de colocar os olhos neste mundo, uma morte horrível, lenta e penosa (assim como aconteceu com João Hélio - Deus te tenha em um bom lugar, menino; e tenha compaixão da sua família).
Não podem ligar para uma ambulância se um filho da puta lhes der uma comida envenenada,
trazendo você uma morte silenciosa e aparentemente sem motivo, causando a todos os que o amam revolta e dor inconsolável.
Também não podem ligar para a polícia e fazer exame de corpo e delito se um outro filho sem mãe lhe joga querosene nas costas ou lhe ateia fogo por pura diversão.
Não são colocados - nem por consideração - em um abrigo especial quando estão mais velhos e precisam de cuidados especiais. Não podem denunciar a família por abuso e maus tratos, e têm a certeza de que, mesmo que uma alma caridosa denuncie, as chances de alguma justiça ser feita ou de sair dessa situação são mínimas.
Não podem sentar no meio da rua com uma vasilhinha e pedir uns trocados. Não sabem tocar banjo, sanfona ou qualquer coisa do tipo.
Só sabem ser o que são. Animais.Me dê razão ou não. Só faço um pedido encarecido que, mesmo que você não goste, ou tenha medo, não maltrate. Você pode estar machucando quem poderia ser seu melhor amigo ou alguém que é parte de uma família e está perdido, confuso e assustado. Se puder, ajude. Avise na veterinária mais próxima. Fotografe. Mande e-mails para os seus contatos. Tenho certeza de que eles vão agradecer.
E depois de ouvir o que ouvi, e de ler o que li, tenho ORGULHO de dizer:
"Então, eu tenho problemas mentais seríssimos. E acho melhor não maltratar animais na minha frente, ou eu posso ficar realmente fora do controle..."
E coopere para fazermos - talvez - um mundo melhor para aqueles que ainda terão chances de aproveitá-lo.
Tuesday, March 27, 2007
Casa
Hoje me ocorreu um fato estranho. Senti saudades de casa.
"Ora, mas todo mundo sente saudades de casa de vez em quando".
Sim, mas senti saudades de casa DENTRO de casa.
Estava pra sair para o trabalho, quando fui despedir-me da Filha. Sentei ao seu lado por alguns instantes e me peguei mirando o quintal de ardósia, que conheço há mais de duas décadas.
Estava vazio, exceto por algumas folhas da parreira espalhadas pelo chão. E silêncio.
Senti um aperto estranho, um vazio no peito. Enorme, lascinante, pura agonia. Me senti completamente só. Quer dizer, senti que eu e a Ártemis, naquela casa, estávamos completamente sós.
A casa que há alguns anos abrigava tanta gente que não se podia atender um telefonema com privacidade. De Natais passados, onde encontrava todos os primos, tios, tias e mais um bocado de gente. De dias de calor, de banhos de mangueira, de alguns gatos na porta da cozinha, da macarronada com arroz e feijão que só Dona Dila sabia fazer.
E me peguei assim, com um nó na garganta que me sufocava.
Senti a casa vazia. Pela primeira vez em muito tempo. Foi como um longo filme passando diante dos meus olhos. E sei que a Art sente também, muito mais do que eu.
Pela primeira vez, senti falta de casa. Mas não do lugar onde se mora, e sim do lar; que consiste em todas as pessoas que por lá passam e lá convivem. Senti saudade das conversas animadas das seis cajazeiras, das conversas loucas dos tios, da peruca de um outro, da magreza e do "mau-humor" brincalhão do que já se foi. Senti falta do Passat branco, do pão de cebola, das guerras de almofada, dos pique-pega, dos aniversários e churrascos.
Senti falta do meu pai, da minha mãe e do meu irmão. A verdade é essa. Mesmo convivendo(com certa freqüência) no mesmo espaço e morando na mesma cidade, a uma distância de 15 minutos uns dos outros.
Pela primeira vez em muito tempo, acho que voltei à realidade. Como mudamos e nos tornamos o que somos hoje.
Senti falta de mim também. Não de quem eu fui, nem de quem poderia ter sido; mas do que poderia ter feito. Muita coisa passou e muitas coisas ficaram não ditas, coisas que lamento profundamente até hoje.
E agora estou aqui, experimentando a minha realidade. Não quero nada além do que mereço e do que posso arcar. E fico também com a minha saudade. Faz bem chorar um pouco e acho que já tive a minha cota de hoje.
Agradeço a Deus cada instante passado ao lado dessas figurinhas que fazem os meus dias mais leves e as noites mais cheias de pêlos.
"Ora, mas todo mundo sente saudades de casa de vez em quando".
Sim, mas senti saudades de casa DENTRO de casa.
Estava pra sair para o trabalho, quando fui despedir-me da Filha. Sentei ao seu lado por alguns instantes e me peguei mirando o quintal de ardósia, que conheço há mais de duas décadas.
Estava vazio, exceto por algumas folhas da parreira espalhadas pelo chão. E silêncio.
Senti um aperto estranho, um vazio no peito. Enorme, lascinante, pura agonia. Me senti completamente só. Quer dizer, senti que eu e a Ártemis, naquela casa, estávamos completamente sós.
A casa que há alguns anos abrigava tanta gente que não se podia atender um telefonema com privacidade. De Natais passados, onde encontrava todos os primos, tios, tias e mais um bocado de gente. De dias de calor, de banhos de mangueira, de alguns gatos na porta da cozinha, da macarronada com arroz e feijão que só Dona Dila sabia fazer.
E me peguei assim, com um nó na garganta que me sufocava.
Senti a casa vazia. Pela primeira vez em muito tempo. Foi como um longo filme passando diante dos meus olhos. E sei que a Art sente também, muito mais do que eu.
Pela primeira vez, senti falta de casa. Mas não do lugar onde se mora, e sim do lar; que consiste em todas as pessoas que por lá passam e lá convivem. Senti saudade das conversas animadas das seis cajazeiras, das conversas loucas dos tios, da peruca de um outro, da magreza e do "mau-humor" brincalhão do que já se foi. Senti falta do Passat branco, do pão de cebola, das guerras de almofada, dos pique-pega, dos aniversários e churrascos.
Senti falta do meu pai, da minha mãe e do meu irmão. A verdade é essa. Mesmo convivendo(com certa freqüência) no mesmo espaço e morando na mesma cidade, a uma distância de 15 minutos uns dos outros.
Pela primeira vez em muito tempo, acho que voltei à realidade. Como mudamos e nos tornamos o que somos hoje.
Senti falta de mim também. Não de quem eu fui, nem de quem poderia ter sido; mas do que poderia ter feito. Muita coisa passou e muitas coisas ficaram não ditas, coisas que lamento profundamente até hoje.
E agora estou aqui, experimentando a minha realidade. Não quero nada além do que mereço e do que posso arcar. E fico também com a minha saudade. Faz bem chorar um pouco e acho que já tive a minha cota de hoje.
Agradeço a Deus cada instante passado ao lado dessas figurinhas que fazem os meus dias mais leves e as noites mais cheias de pêlos.
Saturday, March 17, 2007
Panta rhei 2
Eu disse há uns dois posts atrás que tudo flui.
"Nada se perde, nada se cria: tudo se transforma".
E hoje li algo que me deixou muito feliz.
Vi a evolução de um grande amigo que há alguns anos era só razão. Hoje, ele escreveu o que segue:
"Mas aí é isso, Amana, o ser humano é inesgotável. Continuem sempre se conhecendo e partilhando o que sentem, como frustrações, alegrias, pensamentos, decepções, tristezas, desejos, sonhos, etc. E vivam emoções juntos, fazem sempre o que gostam juntos, procurem sempre fazer o que gostam e não deixem as obrigações consumirem vocês nem privarem vocês dessas coisas prazerosas. Elas só fortalecem a relação."
É isso aí, amigo. Deixa a emoção amornar seu coração. Assim como a razão amansou um pouco o meu.
E nunca se esqueça: "Panta rhei".
"Nada se perde, nada se cria: tudo se transforma".
E hoje li algo que me deixou muito feliz.
Vi a evolução de um grande amigo que há alguns anos era só razão. Hoje, ele escreveu o que segue:
"Mas aí é isso, Amana, o ser humano é inesgotável. Continuem sempre se conhecendo e partilhando o que sentem, como frustrações, alegrias, pensamentos, decepções, tristezas, desejos, sonhos, etc. E vivam emoções juntos, fazem sempre o que gostam juntos, procurem sempre fazer o que gostam e não deixem as obrigações consumirem vocês nem privarem vocês dessas coisas prazerosas. Elas só fortalecem a relação."
É isso aí, amigo. Deixa a emoção amornar seu coração. Assim como a razão amansou um pouco o meu.
E nunca se esqueça: "Panta rhei".
Thursday, March 8, 2007
Somente
Vim escrever hoje sem motivo.
É... estou à toa, sem muito o que fazer. Vim escrever.
Dizer simplesmente que, apesar dos problemas restantes pós-festas de formatura, vejo as nuvens negras se dissiparem no horizonte.
Vejo o sol cada dia mais lindo, atravessando a parreira com seus raios e iluminando toda a casa.
E espero dias melhores.
Melhores porque já estou quase de pé novamente. Quero retomar minha vida e algumas coisas que ficaram em segundo plano no meio de toda a loucura que passei no último ano. Quero fazer e acontecer. Quero "ser" mais do que "ter". Quero aprender sem apanhar muito. Quero conviver melhor com quem não conheço bem. Quero perguntar primeiro e julgar depois. Quero soltar as pedras que carrego nas mãos e nos bolsos, prontas para serem atiradas. Quero sorrir mais, sair mais, beber mais, comer mais coisas gostosas, brincar mais e me preocupar menos com os problemas.
Quero me descobrir mais ainda junto dos que amo.
E continuar tão doida quanto dizem que sou.
"MAKTUB"!
É... estou à toa, sem muito o que fazer. Vim escrever.
Dizer simplesmente que, apesar dos problemas restantes pós-festas de formatura, vejo as nuvens negras se dissiparem no horizonte.
Vejo o sol cada dia mais lindo, atravessando a parreira com seus raios e iluminando toda a casa.
E espero dias melhores.
Melhores porque já estou quase de pé novamente. Quero retomar minha vida e algumas coisas que ficaram em segundo plano no meio de toda a loucura que passei no último ano. Quero fazer e acontecer. Quero "ser" mais do que "ter". Quero aprender sem apanhar muito. Quero conviver melhor com quem não conheço bem. Quero perguntar primeiro e julgar depois. Quero soltar as pedras que carrego nas mãos e nos bolsos, prontas para serem atiradas. Quero sorrir mais, sair mais, beber mais, comer mais coisas gostosas, brincar mais e me preocupar menos com os problemas.
Quero me descobrir mais ainda junto dos que amo.
E continuar tão doida quanto dizem que sou.
"MAKTUB"!
Wednesday, February 14, 2007
Panta rhei
Heráclito disse que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio. Lembro-me que quando o ten. Rubens nos disse isso - no meu tempo de Colégio Militar - muita gente não entendeu isso.
Eu entendi e continuo descobrindo cada vez mais coisas que me convencem de que ele estava certo.
"Panta rhei". Tudo flui. Tudo se modifica. Nada é constante, fixo ou imutável.
E eu me sinto assim.
Passei por muitas coisas desde o final do ano passado e começo desse. Posso dizer que em três meses eu me tornei uma pessoa completamente diferente.
"Mas eu não vejo isso, Amana. Tá doida?"
Não. "Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia", já dizia Shakespeare. Outra pessoa que considero inteligentíssima, apesar de um pouco dramática.
Uma pessoa pode mudar e ninguém perceber do mesmo modo que pode dissimular a voz e as feições para que ninguém saiba o que realmente pensa.
"Ah, tá querendo ser diferente agora é?"
De novo, não. Diferente eu já estou. O que realmente importa é o quanto esse diferente vai transformar o mundo ao meu redor e o dentro de mim.
O que mais importa é isso.
O fluxo eterno e inevitável das coisas. Resta saber quais serão as conseqüências dele. De cada encontro da água com a pedra, de cada cheia, de cada seca, de cada ser que morre e encontra seu eterno descanço no rio.
As palavras de ordem hoje são "panta rhei".
Por bem ou por mal.
Eu entendi e continuo descobrindo cada vez mais coisas que me convencem de que ele estava certo.
"Panta rhei". Tudo flui. Tudo se modifica. Nada é constante, fixo ou imutável.
E eu me sinto assim.
Passei por muitas coisas desde o final do ano passado e começo desse. Posso dizer que em três meses eu me tornei uma pessoa completamente diferente.
"Mas eu não vejo isso, Amana. Tá doida?"
Não. "Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia", já dizia Shakespeare. Outra pessoa que considero inteligentíssima, apesar de um pouco dramática.
Uma pessoa pode mudar e ninguém perceber do mesmo modo que pode dissimular a voz e as feições para que ninguém saiba o que realmente pensa.
"Ah, tá querendo ser diferente agora é?"
De novo, não. Diferente eu já estou. O que realmente importa é o quanto esse diferente vai transformar o mundo ao meu redor e o dentro de mim.
O que mais importa é isso.
O fluxo eterno e inevitável das coisas. Resta saber quais serão as conseqüências dele. De cada encontro da água com a pedra, de cada cheia, de cada seca, de cada ser que morre e encontra seu eterno descanço no rio.
As palavras de ordem hoje são "panta rhei".
Por bem ou por mal.
Monday, February 5, 2007
Sobre mim mesma
Antes de ter orkut, achava meio complicado falar sobre mim mesma. Mas ultimamente, tenho me acostumado e feito coisas até bacanas.
Esse é meu perfil atual: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16662838242034672409
Esse é o que virá em breve:
"Novamente, tente enxergar além do óbvio...
Além da mulher, da menina, do bichinho ou do bibelô.
Além das divagações sobre a vida e além dela.
Além do que vejo e você nem imagina.
Além dos muitos livros lidos e dos muitos que ainda lerei.
Além do amor insano pelos animais e que me faz ser "Chiquinha de Assis".
Além da devoção por São Pedro, da gratidão a Deus em todos os momentos e do respeito a Maria.
Além da multifuncionalidade e da "inversão diversa das direções trocadas e erradas".
Além de ser frenética e falar mais palavras por minuto que uma pessoa normal. E de deixar a voz infrasônica quando nervosa.
Além dos escritos profundos e/ ou desconexos e das convicções.
Além das palavras na tatuagem que ninguém até hoje leu certo (e que regem a minha vida).
Além das tentativas de ser uma pessoa melhor e mais firme.
Tente enxergar além de tudo isso e veja somente a mim.
Carne, osso, espírito e idéias.
Sou movida pela serenidade do amor e pelo fogo das minhas paixões.
Escrevo por prazer e faço do meu prazer meu ofício.
Minha família me sustenta.
Minha filha me consola.
Meu querido me completa e respeita como igual.
Meus amigos-irmãos me equilibram.
Eu me levanto e sigo em frente. Sempre. Sem olhar pra trás.
Porque a vida é feita de “encantos e desencantos”. É feita de decisões severas e de arrependimentos avassaladores. De noites mal dormidas e de idéias vivas que rondam nossas mentes nas horas mais impróprias.
E quando o vento sereno da propaganda vai de encontro ao tufão ágil da publicidade, me vejo no olho do furacão. É aí que me liberto e sou completa e simplesmente eu mesma.
E quando minha intuição me diz que algo está errado, eu repenso meu caminho. Revejo minhas estratégias e realoco meus recursos. Para então seguir em frente.
Então não se assuste quando me vir mudando da agilidade costumeira para um silêncio um pouco letárgico. Como canceriana, estou dentro da casca. É apenas o descanso ilusório de uma mente que não pára.
Estou apenas em meio a uma tempestade de idéias. Estou remontando minhas estratégias e colocando tudo em ordem para que tudo saia dentro dos conformes.
E não pára por aí..."
-------------------------------
Formatura chegando.
Várias semanas de estresse pra uma de calmaria (será?!?! Tomara Deus!)...
E acreditem: serão três noites memoráveis.
Me aguardem.
Esse é meu perfil atual: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16662838242034672409
Esse é o que virá em breve:
"Novamente, tente enxergar além do óbvio...
Além da mulher, da menina, do bichinho ou do bibelô.
Além das divagações sobre a vida e além dela.
Além do que vejo e você nem imagina.
Além dos muitos livros lidos e dos muitos que ainda lerei.
Além do amor insano pelos animais e que me faz ser "Chiquinha de Assis".
Além da devoção por São Pedro, da gratidão a Deus em todos os momentos e do respeito a Maria.
Além da multifuncionalidade e da "inversão diversa das direções trocadas e erradas".
Além de ser frenética e falar mais palavras por minuto que uma pessoa normal. E de deixar a voz infrasônica quando nervosa.
Além dos escritos profundos e/ ou desconexos e das convicções.
Além das palavras na tatuagem que ninguém até hoje leu certo (e que regem a minha vida).
Além das tentativas de ser uma pessoa melhor e mais firme.
Tente enxergar além de tudo isso e veja somente a mim.
Carne, osso, espírito e idéias.
Sou movida pela serenidade do amor e pelo fogo das minhas paixões.
Escrevo por prazer e faço do meu prazer meu ofício.
Minha família me sustenta.
Minha filha me consola.
Meu querido me completa e respeita como igual.
Meus amigos-irmãos me equilibram.
Eu me levanto e sigo em frente. Sempre. Sem olhar pra trás.
Porque a vida é feita de “encantos e desencantos”. É feita de decisões severas e de arrependimentos avassaladores. De noites mal dormidas e de idéias vivas que rondam nossas mentes nas horas mais impróprias.
E quando o vento sereno da propaganda vai de encontro ao tufão ágil da publicidade, me vejo no olho do furacão. É aí que me liberto e sou completa e simplesmente eu mesma.
E quando minha intuição me diz que algo está errado, eu repenso meu caminho. Revejo minhas estratégias e realoco meus recursos. Para então seguir em frente.
Então não se assuste quando me vir mudando da agilidade costumeira para um silêncio um pouco letárgico. Como canceriana, estou dentro da casca. É apenas o descanso ilusório de uma mente que não pára.
Estou apenas em meio a uma tempestade de idéias. Estou remontando minhas estratégias e colocando tudo em ordem para que tudo saia dentro dos conformes.
E não pára por aí..."
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Formatura chegando.
Várias semanas de estresse pra uma de calmaria (será?!?! Tomara Deus!)...
E acreditem: serão três noites memoráveis.
Me aguardem.
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